Bastidores do fotógrafo
O que eu vi por trás da câmera
Casamento civil costuma durar pouco, então boa parte do meu trabalho começa antes de o casal entrar: observar quem está na plateia, notar quem está mais emocionado, entender rapidamente a dinâmica da família para saber onde vale a pena apontar a câmera no momento certo.
Nesse casamento, o que mais chamou atenção foi a reação da família reunida durante a cerimônia. Num evento curto como o civil, esses segundos de abraço e olhar entre os presentes acabam sendo tão importantes quanto o próprio "sim", porque é ali que a emoção do dia realmente aparece nas fotos.
Trabalhar esse tipo de cerimônia exige estar sempre pronto, sem esperar um sinal de que "agora é a hora": no civil, os momentos mais bonitos raramente avisam antes de acontecer.
Por isso, em casamentos civis costumo circular entre o casal e a plateia durante toda a cerimônia, em vez de ficar fixo num único ponto. É uma forma de garantir que a emoção de quem está assistindo também fique registrada, não só a do casal.
No fim, essa mistura de reações genuínas costuma virar a foto favorita de quem estava presente, muito mais do que a pose oficial do casal.